Discussão Aberta

:: ILUMINAÇÃO DE QUADRO

Para iluminar um quadro, que tipo de luz e luminária devem ser usadas e qual a distância que deve ser colocada do objeto?
Lúcia
Economista
João Pessoa - PB


Quando a tarefa visual é a de apreciar quadros de arte, o consenso de como iluminar é realmente bastante difícil.
Uma das questões que temos que em primeira instância nos certificar é de que a nossa, ou as nossas fontes, estejam desprovidas das indesejáveis radiações infravermelhas e ultravioletas, que destroem as características originais dos pigmentos, alterando suas curvas espectrográficas (o azul do céu vira vermelho, e o verde se amarela, etc). Porem, fora essas considerações, existem varias teorias para iluminar uma obra de arte.
Por um lado nos temos a teoria que valoriza o IRC (índice de reprodução de cores) que define que a forma mais correta de iluminar uma obra de arte é com fontes que apresentem mais alto valor de IRC, isto é, que para se ver a cor de um pigmento é indispensável que ele esteja presente na luz que o ilumina. Esta teoria é totalmente correta, se eu quero ver o azul do céu, a luz que ilumine essa obra tem que possuir esse azul dentro dela, do contrário não verei essa cor.
Por outro lado, existe uma outra teoria baseada na correta visão humana, que postula que temos que iluminar exatamente como o homem vê durante o dia, quando realmente reconhece as cores, denominada visão fotópica. Realmente é uma teoria muito correta também, pois para que gastar energia em radiações que o observador não é capaz de ver?
E, por último, existe uma outra teoria que focaliza fundamentalmente ao criador da obra, e defende que uma obra de arte tem que ser iluminada com as mesmas características lumínicas que tinha a fonte usada pelo artista quando a concebeu. Muito correta também, pois dessa forma vemos a obra tal como foi concebida pelo seu criador. Ou seja, se o artista pintou a luz de velas, tenho que usar uma fonte com as características da luz de vela; se pintou a luz de gás, uso uma fonte com essas características espectrográficas, e assim por diante.
Bom, você pode apreciar que na questão é bastante difícil de se ter uma resposta categórica e, dependendo de qual a teoria a que optamos, o resultado pode ser totalmente diferente ao de outra. Eu, particularmente, acredito que a teoria mais correta é a última, pois devemos apreciar uma obra tal como o artista a concebeu.

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