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Opinião
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A Luz Empresarial
A iluminação
como ferramenta nas estratégias de vendas
Por Vanessa Cassol
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A
história da luz é tão antiga quanto à da humanidade.
Seja pela descoberta do fogo ou o nascimento de Cristo,
quando os visitantes do oriente foram guiados pela estrela
de Jesus, a luz tem adquirido vários significados ao
longo dos anos. A iluminação como expressão artística
é verificada desde os menires, localizados na Grécia
Antiga, onde a valorização da luz natural era estudada
e integrada à Arquitetura. Atualmente, a luz artificial
se expressa elevada e crescentemente no cotidiano das
cidades.
A iluminação adequada
influencia a percepção do ser humano em relação ao ambiente
e o que está à sua volta. Os seres vivos são atraídos
pela luz. A luz reflete os objetos e suas cores aos
olhos do observador. Esta reflexão traz impacto, nostalgia,
alegria, amor, tristeza, enfim, sentimentos, emoção.
Se, portanto, a
sensação é produto da luz, os estímulos sensoriais impulsionam
o consumidor a comprar ou não um determinado produto.
Como ferramenta essencial de estratégia de vendas, a
iluminação está diretamente relacionada ao Merchandising,
expandindo e consolidando a compra pelo consumidor.
Este recurso interfere no comportamento do cliente,
seduzindo e impactando-o nos pontos-de-venda.
Além dos critérios
técnicos a serem considerados, como níveis recomendáveis
de iluminância, o bem-estar é um ponto importante a
ser considerado num projeto luminotécnico. Os fatores
a serem analisados são inúmeros: espaço físico, quantidade
de pessoas que usarão o ambiente, identidade arquitetônica,
tarefas a serem executadas, objetivos a serem atingidos,
mobiliário, orientação solar, consumo energético, equipamentos
e tantos outros.
Segundo a Point
of Purchase Advertising International – POPAI, nos Estados
Unidos, a visão é responsável por 84% de resposta a
estímulos sensoriais, contra 16% dos outros quatro!
Definida como megatendência, a iluminação é adotada
pelas principais empresas do mundo como uma ferramenta
primordial nas estratégias de vendas, pois estudos comprovam
que ela influencia diretamente nosso estado de espírito,
alterando níveis de produtividade ou relaxamento, bem
como aumentando ou reduzindo a motivação e satisfação
do funcionário - o que reflete diretamente no consumidor.
A Iluminação evoluiu,
os conceitos mudaram, os valores se adequaram, as empresas
consideram cada vez mais a sensibilidade e se abrem
para o novo, para o melhor, para a luz!
Vanessa Cassol é Arquiteta e Urbanista,
pós-graduanda em MBA de Gestão Empresarial, filiada
à Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação,
teve acesso a estudos de projetos luminotécnicos de
construções na cidade de Londres, como a sede do Banco
Lloyd´s, entre outras obras.
(arqnessa@hotmail.com)
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