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Opinião
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Gesso no projeto luminotécnico
Um aliado na criação de cenários
Por Simone Klein
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Muitas possibilidades de criação de
ambientes sem a necessidade de grandes
interferências na arquitetura. Esta é
a maior vantagem da utilização do gesso
nos projetos luminotécnicos. Devido,
principalmente, à sua flexibilidade, esta
ferramenta viabiliza a criação de uma infinidade
de efeitos luminosos, com a instalação
embutida de equipamentos tanto
em planos horizontais como em planos
verticais. Além disso, os forros e paredes
em gesso permitem a correção de possíveis
imperfeições ou irregularidades do
projeto e da estrutura da construção.
As características físicas do gesso,
somadas aos acessórios, desenvolvidos
para este fim, proporcionam ao projeto
aparência impecável, além de bom desempenho na união das
placas, permitindo que sejam realizados fechamentos em diversos
ângulos. As fitas de papel com reforço de lâmina metálica,
por exemplo, são utilizadas para dar o acabamento em ângulos
salientes de 90º. As fitas teladas e a massa plástica fazem a
calafetação, unem e regularizam o encontro entre as placas. E,
finalmente, para dilatar e evitar trincas entre o forro e a alvenaria,
são aplicadas as tabicas.
Este tipo de forro pode abrigar, entre outras peças, luminárias
embutidas, de forma que fiquem recuadas e projetem o
facho de luz com intensidade e orientação definida pelo lighting
designer, atingindo o local desejado e evitando o desconfortável
ofuscamento visual. Além disso, o material é ideal para a produção
do efeito wall washer de luz indireta com o uso de lâmpadas fluorescentes tubulares, sendo possível
ao projetista optar pelo rasgo de luz nas
extremidades ou no centro do teto. No
plano vertical, paredes e contraparedes
em gesso acartonado podem ser utilizadas
para quebrar a monotonia de um plano
extenso com uso de nichos para distribuição
de pontos de fibra ótica, por exemplo,
e também comportar balizadores
para iluminação de áreas de circulação.
Em um living, por exemplo, que
tenha na laje, de uma a três caixas de
passagem para iluminação, o uso do forro
de gesso pode ser uma boa alternativa.
Neste caso, proprietário e arquiteto ficam
livres para distribuir os circuitos elétricos
independentes e inserir os pontos de luz
voltados exatamente para os locais e fins desejados. Este
recurso ajuda a criar cenários com economia de energia e
otimiza o uso das luminárias, lâmpadas, reatores e transformadores.
Com o gesso também é possível viabilizar: a distribuição
dos circuitos de som e embutidura de caixas de som e
infraestrutura para o ar-condicionado, coifas e cortinas
motorizadas e todo o sistema de automação residencial,
entre outros.
Simone Klein é arquiteta, formada pela Universidade Mackenzie e pósgraduanda
do curso Iluminação Natural e Artificial no Ambiente
Construído (Celuz), na Fupam. Atuou na construtora Adolpho Lindenberg
e, atualmente, é projetista da Gesso Luce, empresa especializada em
projeto e execução de gesso e iluminação integrados.
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