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Opinião
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OLED
A segunda onda da iluminação
Por José Guilherme Sartori
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Já imaginou poder acender a parede
ou o piso de uma residência? Ter integrado
à parede a luz, a TV e o computador?
Parece até a descrição de filme de ficção
científica, ou do emblemático desenho
dos Jetsons, mas não, isto já é realidade.
Acredite, isto será possível e acessível –
talvez mais brevemente do que imaginamos
– com o uso de uma nova tecnologia
batizada de OLED (Organic LED), os
LEDs orgânicos.
Desde que foi inventada, a iluminação artificial vem sofrendo
grandes mudanças e evoluções. Antes a luz tinha a função única
de iluminar. Hoje, além da valorização dos projetos arquitetônicos
e de interiores, ela já possui diversas outras utilidades como, por
exemplo, a purificação da água, tratamento estético, médico e
odontológico.
Vivemos na época dos diodos emissores de luz, os LEDs,
que já nos fornecem uma imensa gama de possibilidades no
campo da iluminação, porém o que está por vir é ainda mais
impressionante. A tecnologia OLED possui todos os benefícios
dos LEDs comuns e algumas vantagens que eram impensáveis
para o homem.
O OLED é um componente similar ao LED, porém construído à
base orgânica (polímeros), ou seja, são compostos de moléculas
de carbono que emitem luz ao receberem carga elétrica. OLED
(Organic light emitting diode) ou LEP (light emitting polymer) ou
organic eletro-luminescence (OEL) – significa todo tipo de LED
que possui sua camada eletroluminescente composta de um
filme de componentes orgânicos. Esta camada normalmente
é composta por polímeros que permitem que componentes
orgânicos sejam depositados. Estes polímeros são normalmente
das famílias dos Termoplásticos (plásticos) ou Termoendurecíveis
(termofixos), o que permite, inclusive, que se tenha flexibilidade
e transparência nas peças.
Atualmente, os LEDs orgânicos são utilizados, em sua
maioria, em telas de televisões e computadores, porém chegará o momento em que essa tecnologia se
difundirá e estará presente em diversas
outras aplicações. Em um futuro próximo,
poderemos aplicar placas de OLEDs nas
janelas para obter iluminação natural durante
o dia e oferecer uma luz artificial, que
imitará a luz do Sol, quando estiver escuro.
Será possível obter claridade no momento
em que se achar mais conveniente, e
ainda, com a luz do OLED, bloquear a
visibilidade externa, não permitindo que
pessoas enxerguem o interior do ambiente.
Outra futura aplicação para os OLEDs, e que também promete
causar uma verdadeira revolução na maneira de enxergar
o mundo, é a sua aplicação como paredes sólidas. Em breve,
quando uma pessoa quiser dividir o espaço de um escritório será
possível acender quatro paredes de luz dentro de um ambiente,
criando assim uma sala com divisórias coloridas, cujo interior
ninguém conseguirá enxergar.
O consagrado designer alemão, Ingo Maurer apresentou
na feira de iluminação em Frankfurt, a Lighting+Building 2008,
uma luminária feita de OLED, a Early Future, provando assim
ser possível uma utilização efetiva dos LEDs orgânicos. Maurer
afirmou que seu projeto “representa um estágio importante na
transição do objeto abstrato para iluminação funcional projetada”.
O que ele quis dizer com isso é que seu projeto foi mais que
uma obra de arte, foi uma prova de que será possível um futuro
composto pelos LEDs orgânicos, que estarão nos mais diversos
ambientes.
No futuro, passaremos a ver a luz não apenas como fonte
de iluminação e calor, mas sim como fonte de vida, em qualquer
ambiente. Ela será imprescindível para a realização das tarefas do
dia-a-dia, podendo ainda gerar informação, cura e até confidencialidade.
Tudo isso sob nosso controle, já que seremos capazes
de escolher as cores, a intensidade e a posição da luz.
José Guilherme Sartori é engenheiro e atualmente exerce o cargo de gerente de vendas da divisão
Opto Semiconductors das unidades de negócio da Osram na América do Sul..
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