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Opinião
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Na luz do conhecimento
O desafio e o prazer de partilhar iluminação
Por Wilson Sallouti
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Não há mais como negar: a cada dia damos
mais um passo em direção à formação de nossa
tão esperada cultura de iluminação. As indústrias
buscam inovações em materiais e tecnologias,
trabalhando no design não apenas das luminárias,
mas principalmente da luz.
Lighting designers são cada vez mais criativos
e literalmente brilhantes em seus trabalhos,
observando com competência parâmetros de
qualidade, ecoeficiência e saúde. Até mesmo
leigos no assunto finalmente se rendem ao conforto
e bem-estar proporcionados por um bom
projeto luminotécnico, levando lojas extremamente segmentadas
a investirem todos os seus esforços neste reconhecimento
público.
A mídia nunca esteve tão especializada, nada deixando
a desejar para renomadas publicações de outros países,
constituindo-se em um importante canal para fabricantes e
especificadores. Nunca tivemos antes tantos livros nacionais
disponíveis sobre o tema, de autoria de profissionais do setor ou
de pesquisadores. Há feiras, simpósios, encontros, seminários.
O mercado cresce, e com ele as oportunidades.
Em meio a este cenário, mais e mais pessoas se interessam
por fazer deste fascinante mundo iluminado uma escolha para um
rumo profissional. E assim, completando este ciclo, nos últimos
anos surgiram no Brasil cursos de especialização em iluminação.
Enquanto alunos ávidos por informação formam turmas e
enchem salas em todo o país, profissionais atuantes são literalmente
recrutados para fazer parte do corpo docente destas
instituições. Este foi o meu caso, já que há anos vinha “transpirando”
meu fascínio pela iluminação com fibra ótica.
Aceitar esta proposta – de dedicar parte do meu tempo à
docência – demandou uma mudança radical de mentalidade. Não me refiro apenas a assimilar a conciliação
de semanas intensas de trabalho duro com
abrir mão de finais de semana inteiros para
lecionar em cidades distantes, o que para mim
veio a se tornar um prazer quase vicioso. Mas,
principalmente, ao fato de que até então, como
empresários, administradores, industriais e
profissionais de um mercado cada vez mais
competitivo, estivemos sempre habituados a
transferir o conhecimento atrelado à tecnologia
e sua aplicação. Dar aulas significou assumir a
responsabilidade e o desafio de compartilhar
com os alunos, irrestrita e imparcialmente, todo o conhecimento
adquirido. Este, talvez, seja um dos aspectos mais interessantes
da pedagogia.
Independentemente das experiências pessoais, que nos
fazem chegar ao final das aulas com uma felicidade inexplicável,
fato é que, aos poucos, professores e alunos vão orgulhosamente
contribuindo com esta evolução de nossa brasilis cultura de
iluminação, unificando linguagens, porém respeitando estilos e
regionalidades, valorizando e solidificando profissionalmente a
arte e o fascínio de iluminar em nosso país, algo talvez inimaginável
há dez anos.
Por fim, deixo aqui registrado também o agradecimento à
instituição pedagógica a qual hoje pertenço, e principalmente
uma homenagem aos meus queridos alunos, pessoas que
escolheram seguir por este iluminado caminho e que têm me
proporcionado esta experiência única e apaixonante do ensinar
e do aprender, do compartilhar informações e experiências de
vida, na busca do conhecimento da luz.
Saudações Iluminadas!
Wilson Sallouti é diretor da FASA,
empresa especializada em iluminação com fibras óticas.
Atua também como professor do IPOG (Instituto de Pós-Graduação)
no curso de Iluminação e Design de Interiores.
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